Motoristas denunciam possível “fábrica de multas” na BR-153 em Jacarezinho



Alguns motoristas procuraram o portaljnn.com e denunciaram uma possível “fábrica de multas” que pode estar acontecendo na BR-153 em Jacarezinho. O fato relatado pelos motoristas é que agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) ficariam "escondidos" em alguns pontos da rodovia onde placas indicavam velocidade máxima mais baixa, entre placas com velocidades mais altas.

Segundo as denúncias, em trechos da rodovia entre Jacarezinho e Ourinhos (SP), existem placas indicativas de velocidade máxima de 100 km/h e poucos metros depois outras placas de 60 km/h e em seguida retornariam para 100 km/h também há poucos metros. O fato é que os agentes da PRF ficariam ao lado das placas de velocidade menores e aproveitavam a distração dos motoristas pelas placas anteriores para aplicar multas naqueles que não reduziram a velocidade no pequeno trecho entre as sinalizações. A aplicação das multas não é ilegal, mas segundo as denúncias é no mínimo imoral.

Motoristas já teriam até feito denúncia junto a ouvidoria da PRF e foram redirecionados para Poder Executivo Federal em fevereiro, mas até o momento não obtiveram respostas. “O que acontece é que a PRF fica escondida autuando sem justificativa alguma em um trecho onde nunca aconteceram acidentes que possam justificar a ação deles”, destacou um dos motoristas que preferiu não se identificar com medo de represálias.

“Nós motoristas estamos injuriados com o que eles andam fazendo, os trechos de maior incidência são: a saída do antigo posto Acaron, e nos trevos da Usina Jacarezinho. Locais com maior risco como na saída da Balança, onde os veículos ingressam a pista de maneira muito perigosa e também na entrada do Posto Conexão onde eles cruzam a pista sem segurança alguma, pois ali nem trevo existe, os Policiais fazem vista grossa, deixando, então, a entender que eles querem somente gerar autuações para os motoristas”, explicou ainda o mesmo motorista.

A assessoria de imprensa da PRF foi procurada nesta quarta-feira (4), mas até a publicação desta reportagem na tarde desta quinta-feira (5) não responderam os contatos enviados. Leia abaixo a denúncia enviada a ouvidoria da PRF por um dos motoristas.

"Descrição da Manifestação: Os policiais da polícia Rodoviária Federal localizada em Santo Antônio da Platina, pertencente a Delegacia de Londrina, vem cometendo alguns atos de injustiça na BR-153 entre Santo Antônio da Platina-PR e a divisa de Ourinhos-SP.

A BR-153 encontra-se em posse de uma Concessionária que vem sendo totalmente questionada e duvidosa pela Justiça. A rodovia é extremamente sem infraestrutura e uma parte dessa falha é com a sinalização da via. Trechos onde há a confusão de placas, locais de tráfego intenso com alguns equívocos graves.

Assim, quando há a liberação para o tráfego em 100 km/h estamos trafegando como tal, e sem ao menos qualquer tipo de sinalização adequada existe uma placa para a velocidade de 60 km/h e ali, escondidos, estão os policiais com radares para conseguir várias autuações.

Entendo que eles estejam de acordo com a legislação, isso torna a ação LEGAL, porém, não MORAL. Não moral porque os condutores que conhecem a prática muitas vezes estão sendo pressionados por carretas entre outros veículos grandes que não conhecem, e acabam tendo que se amedrontar diante disso.

Se no local onde eles ficam é um trecho perigoso, que exige uma fiscalização maior, creio que seja o dever do Órgão Federal solicitar diante dessa medíocre administradora do trecho, a implantação de radares ou redutores de velocidade, e não gerar altos prejuízos para os condutores injustamente.

Alguns desse locais são trevos, cruzamentos ou saídas de postos de combustíveis, e no momento da autuação, não existe nenhum veículo na intenção de cruzar ou ingressar a pista, e eles obrigam os condutores a reduzirem a velocidade bruscamente, podendo até causar acidentes mais graves.

Assim, peço que seja tomada alguma atitude em relação a isso, que eles fiscalizem ultrapassagens perigosíssimas, altíssimas velocidades, infrações extremamente mais graves, e não somente tentar a arrecadação para a União, autuando injustamente em locais onde o risco é mínimo.

Deixo aqui meu manifesto."

Foto: Imagem ilustrativa / Arquivo portaljnn.com

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